A presença de Billy Preston chegou ao ponto de seu nome aparecer no crédito oficial de “Get Back”, ao lado dos Beatles. O tecladista também tocou em “Don’t Let Me Down”, “Dig a Pony” e “I’ve Got a Feeling”, além de participar do histórico show no telhado da Apple.
Preston entrou em contato com a banda em janeiro de 1969, levado por George Harrison, que já o conhecia dos tempos de Hamburgo. O músico começou como convidado nas sessões que dariam origem a “Let It Be”, mas logo passou a ocupar um espaço importante nas gravações.
O apoio de John Lennon
Naquele período, os Beatles enfrentavam discussões, diferenças pessoais e uma convivência difícil. A participação do tecladista alterou o ambiente do estúdio, segundo a lembrança registrada sobre as sessões de “Get Back”.
John Lennon defendeu que Preston pudesse entrar oficialmente na banda. Ao comentar a ideia de um “quinto Beatle”, Lennon foi direto depois de ouvir o músico tocar: “Você está no grupo.”
Ringo Starr também associou Preston à identidade da banda. “Ele era um músico incrível. Era como se fizesse parte da banda”, afirmou o baterista, destacando que o tecladista trouxe uma sensação diferente ao conjunto.
Um lugar entre os Beatles
A proximidade alimentou, ao longo das décadas, a associação de Preston ao título informal de “quinto Beatle”. Paul McCartney, porém, não apoiava a transformação do quarteto em quinteto. Para ele, já era difícil chegar a um acordo entre quatro integrantes.
Preston não se tornou oficialmente um Beatle, mas teve uma participação rara para um músico externo. Sua atuação acompanhou uma fase em que o grupo começava a se desfazer e ficou ligada a uma retomada da dinâmica musical da banda durante aquelas sessões.







