Axl Rose e Ozzy Osbourne só se encontraram pessoalmente em 2025, nos bastidores do Back to the Beginning, segundo Slash. O episódio ganhou um contorno curioso porque Axl era fã declarado do vocalista do Black Sabbath — e porque Ozzy acompanhava com admiração a trajetória do Guns N' Roses, ainda que criticasse os rumos tomados pelo grupo.
Para Ozzy, o Guns tinha força para permanecer por décadas entre os maiores nomes do rock. A banda, porém, atravessou brigas, atrasos, mudanças de formação e polêmicas até chegar ao desmonte de sua formação clássica. Na avaliação do cantor, esse processo impediu que o grupo alcançasse tudo o que poderia.
O disco que sustentava a admiração
A referência central para Ozzy era Appetite for Destruction, estreia que ele considerava excepcional. “É um dos maiores álbuns de estreia de todos os tempos. Não tem uma música fraca. Nunca me canso de ouvi-lo”, afirmou.
A crítica ao percurso posterior não significava desprezo pela banda. Pelo contrário: vinha da percepção de que havia ali um potencial enorme, desperdiçado em meio ao caos interno. Ozzy resumiu a frustração ao comentar o comportamento de Axl: “A tragédia dos últimos 20 anos foi o Guns N' Roses. Eles estavam lá em cima. Aí Axl começou a surtar nas próprias ideias ou algo assim.”
Axl, AC/DC e uma avaliação diferente
A visão de Ozzy sobre Axl também teve outro capítulo. Em 2016, ele elogiou o trabalho do vocalista com o AC/DC e disse ter ficado impressionado com a maneira como Axl lidou com músicas exigentes.
Mesmo com os conflitos que marcaram a história do grupo, o Guns N' Roses se tornou uma banda gigantesca. Slash e Axl Rose passaram a fazer parte do imaginário do rock, e a banda continuou relevante por décadas. A ressalva de Ozzy estava no caminho: para ele, o grupo poderia ter construído uma história ainda mais longa e estável sem se desfazer por dentro.







