O álbum “Burn”, lançado pelo Deep Purple em 1973, está entre os discos preferidos de Tom G. Warrior, guitarrista e vocalista do Celtic Frost. A declaração foi dada durante uma entrevista à The Quietus, em que o músico relembrou o impacto da formação do grupo britânico com David Coverdale e Glenn Hughes.
Coverdale e Hughes entraram no Deep Purple em 1973. A chegada dos dois alterou a dinâmica da banda, que passou a contar com dois vocalistas. Essa configuração marcou o disco “Burn”, impulsionado pela faixa-título, e chamou a atenção de Warrior, nome associado ao desenvolvimento do metal extremo.
A força dos vocais duplos
Ao explicar a escolha do álbum, Warrior disse que a presença de Coverdale e Hughes acrescentou uma dimensão própria ao som do Deep Purple. “eles se tornaram uma banda como nenhuma outra”, afirmou, ao destacar a combinação entre a nova formação e os vocais duplos.
O músico também falou sobre a relação entre os dois cantores. Embora parecessem amigos nas fotografias, Warrior identificava uma disputa por espaço que, na visão dele, podia ser percebida nas músicas. Para o guitarrista e vocalista, essa tensão ajudou a impulsionar o resultado artístico da banda.
Warrior relacionou o exemplo à forma como outras bandas podem trabalhar. Em vez de concentrar as decisões no ego de uma única pessoa, ele defende a reunião das melhores ideias para que o grupo inteiro ganhe força. Na fase de Coverdale e Hughes, avaliou, todos queriam ocupar o centro do Deep Purple.
O Celtic Frost encerrou as atividades em 2008, ano em que Tom fundou o Triptykon. O projeto tem dois discos de estúdio, e o mais recente é “Melana Chasmata”, de 2014.
Hughes e Coverdale se aposentaram dos palcos. Hughes passou mal durante uma apresentação no Brasil. O Deep Purple continua em atividade, e lançou “Splat!” em 3 de julho deste ano.








