Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Caetano liberou músicos para show de Sting enquanto gravava disco em Nova York

Toni Costa relata que o cantor iniciou sozinho um álbum acústico para que a banda pudesse assistir à estreia de Sting no Radio City Music Hall.

O álbum acústico de Caetano Veloso começou a ser gravado com o cantor sozinho no estúdio. A decisão permitiu que os músicos Toni Costa e Marcelo Costa assistissem a um show de Sting no Radio City Music Hall, em Nova York, durante a passagem da banda pelos Estados Unidos.

A história foi contada por Toni Costa em entrevista ao programa Papo com Clê, do canal Corredor 5. O guitarrista, que tocou durante oito anos com Caetano e tem 72 anos, também relembrou mais de cinco décadas de carreira.

O encontro com Sting

A formação levada por Caetano reunia Toni, Marcelo Costa e o percussionista Armando Marçal. No estúdio, o grupo tinha apenas duas faixas ensaiadas: a versão de Caetano para “Billie Jean”, de Michael Jackson, e “Get Out of Town”, de Cole Porter. O restante do repertório foi escolhido durante a gravação, a partir de sugestões feitas pelo próprio cantor aos músicos.

Em uma caminhada por Manhattan, Toni e Marcelo passaram diante do Radio City Music Hall e viram o nome de Sting no letreiro. O show marcava a estreia das apresentações de “The Dream of the Blue Turtles”, trabalho lançado pelo ex-vocalista do Police na época. Eles compraram os ingressos, mas só depois notaram que a apresentação coincidia com o horário reservado no estúdio.

“A gente comprou, e cada um ficou num lugar, porque não tinha mais lugar junto”, contou Toni. Ao comunicarem a situação a Caetano, ouviram que poderiam ir ao show e que ele começaria a gravação sozinho.

O guitarrista destacou a banda que acompanhava Sting, com Omar Hakim na bateria e Branford Marsalis no saxofone, além da lotação e do ambiente do Radio City Music Hall. Toni também afirmou ter começado na música pelo rock, ainda adolescente, antes de estudar na Berklee College of Music, em Boston.

O disco, conduzido por Caetano ao violão, foi lançado pelo selo Nonesuch, ligado à Warner. Para Toni, a experiência ajuda a explicar por que Caetano foi o artista com quem mais gostou de trabalhar. Ele definiu o cantor como um patrão democrático, aberto às ideias da banda e sem postura de superioridade.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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