A produção de “The Sick, the Dying… and the Dead!” aconteceu enquanto Dave Mustaine enfrentava os efeitos do tratamento contra um câncer na garganta. O vocalista do Megadeth recebeu o diagnóstico em fevereiro de 2019 e contou que as consequências da radiação e da quimioterapia afetaram sua memória e sua capacidade de desenvolver ideias.
“Foi particularmente difícil fazer aquele disco”, afirmou Mustaine. Ele relatou que precisava criar conceitos para as músicas e desenvolvê-los mesmo sem conseguir se lembrar de informações básicas sobre si próprio. O músico associou as falhas de memória ao chamado “cérebro de chemo”, fenômeno que, segundo ele, fez muitas lembranças se perderem durante o processo.
Memória afetada durante as gravações
Mustaine também descreveu a névoa mental enfrentada no período inicial após o tratamento. Entre as dificuldades, mencionou não conseguir lembrar coisas que havia dito. A produção do álbum ocorreu ao mesmo tempo em que ele lidava com esse quadro cognitivo.
“A quimioterapia te mata. Os médicos te levam à beira da morte e te trazem de volta”, disse o vocalista na entrevista à Metal Hammer.
Além do estado de saúde do líder, o Megadeth precisou lidar com a pandemia durante a produção. O disco marcou a estreia do baterista Dirk Verbeuren na banda e foi o último álbum com o brasileiro Kiko Loureiro na guitarra.
Em fevereiro de 2020, Mustaine declarou à Rolling Stone estar “100% livre de câncer”. Depois do diagnóstico e do tratamento, o Megadeth ainda passou por outra troca de guitarrista, fez uma turnê mundial, lançou um álbum autointitulado em 2026 e iniciou uma turnê de despedida.







