Algumas vertentes do metal provocam reações opostas entre os fãs: são estilos que conquistam parte do público, mas enfrentam rejeição de outra. As diferenças passam pela sonoridade, pelas letras, pela estética e até pela forma como cada corrente é reconhecida dentro do gênero.
O metal progressivo tem no Dream Theater seu maior expoente. A vertente aposta em estruturas complexas, músicas longas e músicos que fazem malabarismos com os instrumentos. Para alguns ouvintes, esse conjunto é um atrativo; para outros, torna as canções menos acessíveis.
Já o power metal combina velocidade e muita melodia, com vocais agudos e uma sonoridade marcada pela pompa. As letras fantasiosas deram origem ao apelido jocoso de “metal espadinha”. A classificação divide opiniões justamente por reunir intensidade, teatralidade e referências imaginárias.
Religião e controvérsia
A discussão em torno do black metal vai além da música. Produção questionável, vocais rasgados, estética, letras críticas às religiões e a história controversa da cena norueguesa alimentam o debate sobre essa vertente.
Em polo oposto está o metal cristão, também chamado de white. A proposta combina música pesada com letras voltadas ao cristianismo. Enquanto algumas pessoas apreciam essa união, outras não aprovam a presença dos temas religiosos no estilo.
O nu metal, ou new metal, mistura guitarras distorcidas com elementos de rap e música eletrônica. A vertente explodiu nos anos 1990 e é apontada como a mais divisiva entre as cinco: há quem goste da combinação, mas muita gente nem considera que ela faça parte do metal.
O heavy metal teve como marco zero o lançamento do primeiro disco, homônimo, do Black Sabbath, em 13 de fevereiro de 1970. Desde então, o gênero ganhou dezenas de ramificações, classificadas por características como agressividade, melodia e temáticas líricas.







