Digão elogiou a parte técnica do documentário sobre os Raimundos, mas afirmou que a produção deixou lacunas na história da banda. Em conversa com o Lado A Podcast, o vocalista avaliou a série de cinco episódios e disse que a narrativa ficou parcial por não incluir alguns nomes e períodos do grupo.
Entre as ausências mencionadas por Digão estão Viviane, sua esposa, que teve participação na reaproximação dele com Rodolfo. O músico também citou Muniz e Leco, responsável por carregar equipamentos com ele em Brasília. Na avaliação do vocalista, a série ainda deu espaço a pessoas que passaram pouco tempo pelos Raimundos.
Digão defendeu o empresário Denis, que considera injustiçado, e afirmou que muitos fãs reclamaram da falta de atenção à fase atual da banda. Ele também disse que não aproveitou o documentário para expor antigos companheiros, embora tivesse histórias para contar.
“Quem faz o trabalho sujo é sempre o vilão, mas sempre tem que ter alguém para fazer o trabalho sujo”, declarou. O vocalista afirmou ter sentido que tentaram apresentá-lo como o vilão e resumiu o episódio com outra referência: “O perigo não está nos gritos de Pedro, mas no beijo de Judas.”
Saldo positivo
Apesar das ressalvas, Digão avaliou que o documentário foi positivo para os Raimundos e para os envolvidos. Segundo ele, a série apresentou a banda a uma nova geração e contribuiu para uma renovação de público, resumida pelo músico na frase quem tenta atrapalhar acaba ajudando.
Digão também afirmou que os Raimundos vivem um dos melhores momentos de sua história, principalmente pela relação entre os integrantes. Para ele, esse nível de convivência nunca havia existido na banda.
A avaliação foi feita em 23 de setembro de 2026, durante a participação de Digão e Jean no podcast.







