A recepção ao black metal fora de seu círculo era marcada por estranhamento, segundo Mortiis. O músico norueguês contou que o estilo era muito underground e que elementos como o corpse paint provocavam medo, rejeição ou deboche. “As pessoas olhavam com nojo”, afirmou, em entrevista ao canal The Gallery.
Na mesma conversa, Håvard Ellefsen, conhecido como Mortiis e ex-baixista do Emperor no início dos anos 90, recordou o período em que a banda gravava seus primeiros trabalhos. Ao falar sobre as referências disponíveis naquele momento, ele incluiu o primeiro álbum do Sarcófago entre os nomes ligados ao black metal em 1992.
O disco brasileiro
O álbum mencionado é I.N.R.I., lançado em 1987 pela Cogumelo Records. A obra aparece associada a elementos visuais como corpse paint, cinturões de balas e fotografias em cemitério na capa. Gerald “Incubus” Minelli, baixista do Sarcófago, já havia comentado em outra entrevista sobre a influência que o disco ganhou nas cenas da Noruega e da Finlândia anos depois de seu lançamento.
Além do Sarcófago, Mortiis citou Venom, Bathory, o começo do Sodom e o Blasphemy, do Canadá. Ele descreveu aquele momento como uma novidade completa e disse que estava ligado ao black metal e ao thrash metal dos anos 80.
As declarações foram dadas durante a divulgação de Ghosts of Europa, lançado em 26 de junho de 2026 pela Prophecy Productions. Mortiis tem show marcado para 16 de outubro, na La Iglesia, em São Paulo, com abertura do Verloren.
Formado no fim da pandemia, o Verloren reúne dark synth e industrial goth. A banda prepara o single Nightfall, com participação internacional nos vocais e lançamento previsto para outubro de 2026, poucos dias antes da apresentação com Mortiis.








