Geezer Butler colocou Billie Holiday entre os artistas presentes na seleção de cinco discos sem os quais não conseguiria viver. O baixista do Black Sabbath escolheu um álbum homônimo da cantora, lançado em 1947 pela Commodore Records, para a lista publicada pela revista Spin.
O disco reúne gravações realizadas durante a década de 1940 e apresenta um repertório que passa por standards até “Strange Fruit”, uma das interpretações mais conhecidas da carreira de Holiday. A música denuncia os linchamentos de negros no sul dos Estados Unidos e enfrentou resistência de gravadoras antes de ser registrada pela cantora em 1939.
Para Butler, a força do álbum está justamente nessa variedade. “Gosto da variedade de músicas do álbum, de standards a 'Strange Fruit', mas a interpretação dela é mágica”, afirmou o músico.
Uma descoberta distante do heavy metal
A cantora entrou na vida musical de Geezer décadas depois dos primeiros ídolos que acompanharam sua formação. Ele cresceu ouvindo Elvis Presley, Beatles, Cream e Jimi Hendrix, nomes associados ao caminho que o levaria ao Black Sabbath.
A aproximação com Holiday aconteceu nos anos 1980. “Descobri Billie Holiday relativamente tarde, nos anos 1980, e imediatamente me apaixonei pela voz dela”, contou Butler. Na mesma declaração, ele descreveu a cantora como alguém capaz de transmitir “Tanta emoção e sentimento, e completamente única”.
Além de Billie Holiday, a seleção do baixista inclui nomes mais próximos de sua trajetória musical, como Beatles, Jimi Hendrix e Frank Zappa. Ao falar sobre Holiday, porém, Butler destacou o que a cantora transmitia por meio da interpretação, sem associar sua escolha à técnica, à inovação instrumental ou ao peso do rock.
A admiração permanece ligada ao álbum escolhido. Butler resumiu sua relação com o disco em uma frase direta: “Nunca me canso de ouvir esse álbum.”








