A investigação sobre um homem que se apresentou como David Gilmour revelou uma sequência anterior de fraudes com o nome de outro músico. Phillip Michael Schaeffer também teria usado a identidade de Alex Lifeson, guitarrista do Rush, em um hospital de Utah.
Em dezembro de 2011, Schaeffer passou pelo Dixie Regional Medical Center dizendo ser Lifeson e deixou uma conta superior a US$ 23 mil. Depois, retornou ao mesmo hospital em novembro de 2012 e fevereiro de 2013, dessa vez afirmando ser David Gilmour. As duas passagens somaram mais de US$ 49 mil. Nas ocasiões, dizia que o agente cuidaria do pagamento.
A identidade falsa em Minnesota
Em abril de 2013, Schaeffer apareceu no St. Cloud Hospital, em Minnesota, e afirmou ser Gilmour, guitarrista e vocalista do Pink Floyd. Sem seguro de saúde, recebeu atendimento, foi liberado e deixou uma cobrança de cerca de US$ 100 mil, mais de 500 mil reais em valores atuais.
A farsa incluiu um autógrafo para o filho de um funcionário e a manutenção da identidade inventada diante de médicos e enfermeiros. Mais tarde, Schaeffer alegou ter cobertura da Lloyd's of London e disse que o Pink Floyd fazia uma turnê pelo Canadá.
A porta-voz do hospital, Jeanine Nistler, afirmou que a equipe de segurança comparou imagens das câmeras com fotografias de Gilmour disponíveis na internet. Quatro dias depois, Schaeffer voltou ao hospital. Um médico estranhou o sotaque do suposto guitarrista britânico.
Um policial que estava no local por outro motivo foi chamado pela segurança. Schaeffer admitiu que não era Gilmour e foi levado para a cadeia do condado de Stearns sob suspeita de fraude.
O elo entre os casos
Funcionários identificaram os mesmos dados de contato nas histórias do falso Lifeson e do falso Gilmour. Um dos endereços informados levava a um terreno vazio. Durante a investigação em Utah, a polícia reconheceu Schaeffer por causa das notícias sobre a prisão posterior em Minnesota.








