Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Jeff Beck encontrou em Cliff Gallup e Django Reinhardt novas regras para a guitarra

Antes de influenciar outros músicos, Jeff Beck foi transformado por Gene Vincent, James Burton, Django Reinhardt e Cliff Gallup.

Jeff Beck encontrou em Cliff Gallup e Django Reinhardt novas regras para a guitarra

Entre os solos que Jeff Beck mais admirava estava o de “Race With the Devil”, gravação de Gene Vincent com os Blue Caps. O guitarrista dizia que Cliff Gallup era “um gênio absoluto” e contou que levou meses de prática para chegar perto do que ele fazia naquela faixa.

A admiração por Gallup ajuda a iluminar uma formação musical que não cabia em uma única escola. Beck também encontrou em Django Reinhardt outra maneira de expandir a guitarra: o músico francês o impressionava pela capacidade de partir de estruturas conhecidas e recriá-las com fraseado, melodia e invenção.

A descoberta de James Burton

Antes de se tornar uma referência para outros instrumentistas, Beck foi impactado pelo rock and roll dos anos 1950 e por guitarristas que apresentavam possibilidades diferentes para o instrumento elétrico. Nesse período, James Burton ganhou um lugar especial em sua escuta.

Em 2018, Beck afirmou que Burton havia sido mais decisivo do que Earl Hooker naquele começo. “Acredito que James Burton tenha sido mais importante do que Earl Hooker, por exemplo, naquele primeiro momento”, disse.

Gene Vincent e Django Reinhardt estavam entre os nomes que ele preferia mencionar quando falava das próprias influências, em vez de restringir a lista aos grandes bluesmen. Beck descreveu o impacto daqueles discos como uma ruptura: “Eles foram a primeira explosão nuclear musical para mim. Deve ter atingido Jimmy [Page] da mesma maneira.”

As investigações com Jimmy Page

Na adolescência, Beck e Jimmy Page se encontravam para descobrir quem estava por trás das gravações que ouviam. Os dois levavam novas informações para a casa um do outro e tentavam identificar músicos de estúdio e guitarristas escondidos nos discos.

Esse processo de escuta e investigação reuniu referências de blues, rockabilly, jazz, Motown e, mais tarde, fusion. Para Beck, o ponto de partida não era uma categoria musical nem a reputação de um instrumentista, mas o choque provocado pela primeira audição. Foi essa sensação que orientou sua busca por diferentes possibilidades para a guitarra.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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