Keith Richards não se impressionou com Eddie Van Halen, mesmo tendo visto o guitarrista de perto quando o Van Halen abriu shows dos Rolling Stones. Em entrevista de 2020 ao Los Angeles Times, Richards afirmou que não se lembrava da banda naquele período e explicou sua preferência por outro tipo de abordagem na guitarra.
“Não me impressiono com esse jeito de tocar”, disse Richards, ao criticar a expectativa de que um guitarrista precise executar solos virtuosísticos em registros agudos. Para ele, o instrumento deve servir à construção da música, com acordes e ritmo. “Sou um guitarrista: toco acordes, toco ritmo, uso a guitarra para projetar a música”, declarou.
A aproximação entre as duas bandas aconteceu em 1981, quando o Van Halen já fazia a abertura dos shows dos Rolling Stones. A banda de Eddie Van Halen havia ganhado projeção em 1978, depois do lançamento do álbum de estreia e de uma turnê pela Europa e pela América do Norte que passou pela abertura de apresentações do Black Sabbath.
Richards também citou Andrés Segovia e Django Reinhardt como referências para quem quisesse ouvir guitarristas de verdade. O músico disse que apreciou o trabalho do Van Halen posteriormente, mas que o estilo de solos tecnicamente virtuosos nunca foi sua preferência.
A influência de Django Reinhardt
Django Reinhardt, guitarrista belga de jazz cigano, exerceu influência sobre o rock. Tony Iommi, guitarrista do Black Sabbath, aponta Reinhardt como sua maior inspiração, tanto pelo domínio musical quanto por ter continuado a tocar com dois dedos parcialmente amputados.
Depois de sofrer um acidente que atingiu a ponta de dois dedos, Iommi acreditou que teria de abandonar o sonho de ser guitarrista. A descoberta da trajetória de Reinhardt mudou essa perspectiva.








