Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
A cultura que acontece
Música

Marcelo Barbosa propõe teste às cegas para comparar amplificadores e digital

Guitarrista do Angra diz que avaliações precisam considerar a finalidade, a monitoração e as variáveis envolvidas em cada cadeia de sinal.

A consistência do sinal enviado ao PA é uma das principais vantagens que Marcelo Barbosa enxerga nos equipamentos digitais. Em vídeo publicado em seu canal no YouTube, o guitarrista do Angra afirmou que um preset preparado pode manter praticamente o mesmo resultado em diferentes apresentações, inclusive em Brasília, São Paulo, Santiago e Tóquio.

"Depois que tenho o meu preset pronto, eu sei praticamente qual sinal eu vou mandar para o PA todas as noites", disse Barbosa. Ele também reconheceu que nenhum processador reproduz a sensação física de tocar diante de uma caixa em alto volume.

O que está sendo comparado

A discussão entre amplificadores tradicionais e simuladores digitais ganhou novo impulso depois de Rick Bonadio criticar processadores e IRs, arquivos que simulam caixas e microfones, durante a participação em um podcast. Para Barbosa, porém, o problema está na forma como muitos testes são montados.

Um amplificador valvulado ligado a uma caixa produz um resultado que envolve o power amp, o falante, a construção da caixa, o deslocamento de ar e a interação com a sala e seus materiais. Na gravação, o microfone fica a poucos centímetros do falante e registra apenas uma parte desse conjunto.

Por isso, o músico considera inadequado colocar alguém diante de uma caixa 4x12 e comparar essa experiência com um Quad Cortex ligado ao monitor de um computador. Na avaliação dele, o teste mais equilibrado seria isolar o amplificador, microfoná-lo e ouvir somente o sinal que chega à mesa, ao monitor ou ao fone de ouvido.

Capturas também têm diferenças

Barbosa criticou ainda comparações entre um amplificador regulado pelo proprietário e um preset de fábrica, às vezes de outro modelo. A sugestão é timbrar o equipamento, capturá-lo em um Quad Cortex ou Kemper e ouvir as duas opções pela mesma monitoração, no mesmo volume e, de preferência, sem saber qual é qual.

O guitarrista ressaltou que até três capturas de um Soldano SLO-100 podem apresentar diferenças. O resultado depende da caixa, do falante, do microfone, da regulagem e do estado das válvulas. Para ele, uma captura representa um amplificador em um ajuste e em uma cadeia específica de sinal, não o modelo inteiro.

Barbosa concluiu que um amplificador caro, se for mal microfonado, pode funcionar pior em uma mixagem do que uma boa captura digital. Na visão do músico, a pergunta não deveria ser qual tecnologia é melhor, mas para qual finalidade: tocar em uma sala, gravar, sair em turnê, enviar um sinal consistente ao PA, recuperar uma sessão ou buscar praticidade.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5