A recepção ao Massacration na Europa fez Bruno Sutter mudar de ideia sobre a viagem que, no começo, ele não queria realizar. Em Londres, o show no Underworld ficou a cerca de 50 ingressos de esgotar e terminou com a casa lotada. O vocalista também encontrou público no pocket show do restaurante Made in Brasil, em Camden, que teve os ingressos esgotados.
No meet and greet, Sutter passou uma hora e meia tirando fotos e percebeu que parte da plateia carregava uma ligação afetiva com o Brasil. Entre os presentes, havia alemães, irlandeses e um casal italiano usando os frangos da capa do disco e levando o recibo da compra feita em 2006. A contratante local, Cátia, afirmou nunca ter visto tanto merchandising vendido.
“Muitas pessoas estavam emocionadas de ver o Massacration porque lembravam de casa”, contou o vocalista ao Mariutti Team Podcast. Para ele, a presença de comunidades brasileiras pode abrir oportunidades para novos shows da banda fora do país.
Da resistência à mudança de avaliação
Sutter havia sido o único integrante a votar contra a turnê, que acabou aprovada por quatro votos a um. O convite inicial veio do Vagos Metal Fest, descrito pelo cantor como o maior festival de metal de Portugal. Depois, Felipe, gestor do Hermes e Renato, grupo de onde o Massacration nasceu, informou que tinha contatos para organizar apresentações em Londres e Lisboa.
A barreira do idioma e a avaliação de que a viagem exigiria recomeçar a trajetória da banda fizeram o vocalista resistir. “Eu votei contra. Falei: 'Cara, não quero, não quero'”, disse. Mais tarde, ele passou a comemorar ter sido voto vencido.
No Vagos Metal Fest, o grupo tocou à uma da manhã, depois do Godsmack, atração principal do dia. Mesmo com uma parcela pequena do público conhecendo a banda, os espectadores permaneceram no local. As esquetes com Felipe interpretando Axl Rose e Max Caganeira ajudaram na apresentação.
Em Lisboa, a maioria era formada por fãs portugueses, que Sutter descreveu como ainda mais eufóricos que os brasileiros. Uma boneca inflável foi jogada ao palco durante todo o show, e o Detonator terminou a apresentação cantando com ela. O vocalista também recordou a brincadeira de um influenciador português, que comparou a presença do Massacration no país à importação do jogador Deco.







