Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Neil Peart transformou dilema com samples em experimento de estúdio

Para evitar usar uma gravação alheia, o baterista recriou ataques de metais de Count Basie com um Synclavier.

Neil Peart transformou dilema com samples em experimento de estúdio

Neil Peart preferiu reconstruir em estúdio os sons de metais que usaria em seu solo a tocar ao vivo com uma gravação de Count Basie. A decisão refletia a maneira como o baterista encarava a criação: os solos precisavam funcionar como composição, e não apenas como exibição de técnica.

A passagem aparece em A Show of Hands, trabalho em que Peart combinava bateria acústica, pads eletrônicos, samples e referências que iam além do rock. A proposta inicial era disparar, durante a execução, ataques de metais retirados de um CD de Basie. Mas a ideia incomodou o músico, que seguia um código pessoal em relação ao uso de samples.

“Eu tinha sampleado os ataques de metais do CD e os disparava ao vivo, mas não me sentia bem usando os sons de outra pessoa no nosso disco”, explicou Peart em entrevista.

Uma reconstrução feita em estúdio

Em vez de manter o material original, Peart analisou os acordes presentes nos samples e refez os intervalos de maneira sintética, usando um Synclavier. O processo deu mais trabalho, mas permitiu preservar a função musical dos metais sem reproduzir diretamente um trecho da gravação.

“Consegui todos os intervalos que queria e acabou soando lindo”, contou o baterista. Para ele, recriar os sons também afastava o desconforto de simplesmente utilizar uma criação alheia.

Na apresentação, os ataques eram acionados por pads Simmons e, em alguns momentos, por pedal. Os disparos ficavam sincronizados com os pratos, para que os elementos acontecessem juntos com precisão.

A escolha se alinhava ao objetivo que Peart dizia perseguir naquele período: deixar de buscar a aprovação própria ou dos outros e se concentrar no desafio de descobrir o que cada música exigia. Nesse caso, a resposta foi transformar uma referência de metais em material próprio, mesmo que isso significasse refazer acordes em laboratório.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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