Paulo Miklos passou a tocar nos Titãs a guitarra base que pertencia a Marcelo Fromer. A revelação foi feita em entrevista ao canal Amplifica, apresentado pelo guitarrista Rafael Bittencourt. Com dois guitarristas na formação, Miklos assumiu a função nos shows — uma posição que buscava havia tempo. "Eu realizei um sonho ali", afirmou.
A guitarra também ocupou um lugar importante na criação das músicas que o multi-instrumentista levava para a banda. Em Nheengatu, último álbum que gravou com os Titãs, ele assinou composições e riffs. Miklos descreveu o disco como pesado e destacou que a gravação foi feita ao vivo. O trabalho marcou o fim de sua trajetória no grupo, encerrada em 2016.
Antes de assumir as guitarras, o músico já alternava tarefas dentro da banda. Tocava teclado quando Sérgio Britto cantava e contrabaixo quando Nando Reis ocupava a frente do palco. A relação com a guitarra, no entanto, começou ainda na infância, de um jeito incomum: canhoto, Miklos aprendeu a tocar como destro porque a professora de violão que dava aulas em sua casa nunca perguntou qual era sua mão dominante.
Mais tarde, depois de assistir a Jimi Hendrix e conhecer Edgar Scandurra, ele entendeu que poderia inverter o instrumento. Chegou a comprar uma guitarra para canhotos, mas não conseguiu tocar com ela.
Novo disco e projeto audiovisual
Longe dos Titãs, Miklos lançou Coisas da Vida, álbum em que aparece apenas como intérprete, sem composições próprias. Os arranjos são de Otávio de Moraes e a produção, de Rafael Ramos.
O projeto também ganhou uma versão audiovisual, com 11 clipes gravados em uma semana, em locações espalhadas por São Paulo. Os vídeos seguem a ordem das faixas e incluem esquetes atuados entre as músicas, formando um filme com o mesmo nome do disco. Para Miklos, o formato acompanha a maneira como o público ouve música hoje, pelo YouTube, e tornou o audiovisual parte do lançamento.







