Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
A cultura que acontece
Música

Peter Criss questionou quando os personagens passaram a ocupar o lugar da música

Em documentário, o baterista disse que o Kiss perdeu contato com a música ao ampliar sua presença em produtos, quadrinhos e brinquedos.

Peter Criss questionou quando os personagens passaram a ocupar o lugar da música
Foto: Divulgação

A maquiagem e o espetáculo que ajudaram a definir a imagem do Kiss também despertaram uma preocupação em Peter Criss. Para o baterista, a banda começou a perder espaço para os personagens criados em torno dela e para a exploração comercial desse universo.

A crítica aparece no documentário The Decline of Western Civilization Part II: The Metal Years. Criss afirmou que as pessoas que trabalhavam com o grupo passaram a enxergar os integrantes como figuras capazes de ser vendidas para além dos discos e dos shows. “Os caras por trás da gente ficaram meio obcecados por dinheiro quando perceberam que éramos como um circo e que dava para nos vender como super-heróis”, disse.

A banda por trás das máscaras

Durante os anos 1970, Gene Simmons, Paul Stanley, Ace Frehley e Peter Criss passaram a ser reconhecidos também por identidades cênicas próprias: Demon, Starchild, Spaceman e Catman. A maquiagem permitia diferenciar cada integrante e, ao mesmo tempo, reforçava a imagem do grupo como um conjunto.

Essa expansão levou o Kiss aos quadrinhos, aos brinquedos e a outros produtos. Na avaliação de Criss, porém, o recurso visual deixou de apenas acompanhar a música e passou a ameaçar sua centralidade. “Acho que estávamos perdendo completamente o contato com a música. Espera aí, somos uma banda de rock, cara, não somos os Monkees.”

O incômodo do baterista estava ligado à mudança de foco: o Kiss já não existia somente como uma banda formada por músicos no palco, mas também como uma coleção de personagens com vida própria fora dele.

Criss tinha uma formação musical anterior à expansão comercial do grupo. Ao relembrar sua trajetória, falou com carinho do ambiente musical dos anos 1960 e 1970 e citou Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison. A lembrança ajuda a situar o contraste entre as referências que carregava e a dimensão de marca assumida pelo Kiss.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5