A inspiração para “Psycho Killer” veio de Alice Cooper, e não dos crimes de David Berkowitz, conhecido como Son of Sam. A canção do Talking Heads já era apresentada ao vivo em 1975, antes da sequência de ataques que assustou Nova York entre 1976 e 1977.
Berkowitz assassinou seis pessoas e feriu outras sete. Preso em agosto, ele se tornou uma presença recente na memória do público quando “Psycho Killer” foi lançada, em 1977, como uma das faixas de “Talking Heads: 77”. A proximidade entre os acontecimentos favoreceu a associação entre a música e os crimes.
A letra menciona tensão, insônia e descontrole. Esses elementos pareciam combinar com o ambiente das notícias, embora a composição tivesse sido criada antes de Son of Sam começar a matar. As primeiras versões surgiram enquanto David Byrne, Chris Frantz e Tina Weymouth ainda desenvolviam o repertório que daria origem à banda.
De Alice Cooper a Randy Newman
Frantz afirmou que a referência para o personagem veio de outra direção. “A razão de a música ser sobre um assassino psicótico é que David disse ter tirado a inspiração de uma música de Alice Cooper”, disse o baterista. Para ele, “Billion Dollar Babies”, lançado em 1973, e a estética de horror associada ao músico foram importantes para a ideia.
Byrne também relatou que queria experimentar uma combinação entre o universo dramático de Alice Cooper e a forma como Randy Newman construía personagens. “Pensei em tentar escrever algo que fosse talvez um cruzamento entre Alice Cooper e Randy Newman”, explicou.
A proposta não era contar assassinatos nem montar uma trama policial detalhada. Byrne pretendia explorar o fluxo mental de alguém desequilibrado, sem transformar a faixa em um filme de terror cantado. O lançamento, porém, aconteceu quando os ataques ainda estavam frescos na lembrança do público. Assim, uma música escrita anos antes passou a parecer um comentário imediato sobre os crimes.







