Ronnie James Dio conseguiu manter o polegar depois de um acidente doméstico que poderia ter terminado em amputação. O dedo foi reimplantado em uma cirurgia bem-sucedida, mas ficou meio torto, e a unha não voltou a crescer como antes.
A história foi contada pelo próprio vocalista em entrevista a Garry Young, editor da Rock Detector, no ano seguinte ao acidente. Dio relatou que levou a parte amputada para dentro de casa, lavou o ferimento e seguiu para o hospital. "Não é todo dia que se vê o lado de dentro do seu polegar", afirmou.
O acidente com o enfeite
Em 2003, Dio empurrava morro acima, no quintal de casa, um anão de jardim de 27 kg. O cantor escorregou em um mato no chão, e o adereço caiu e rolou em sua direção. Ele conseguiu tirar as pernas do caminho, mas não evitou o impacto no polegar.
Dio contou que ficou com o polegar esmagado, formado por carne viva e pequenos fragmentos de osso, enquanto segurava a ponta do dedo na outra mão. As enfermeiras deram inicialmente um prognóstico pessimista, e o músico começou a considerar a possibilidade de viver sem o polegar. O médico, porém, avaliou que o reimplante era possível.
O gesto mantido nos palcos
Conhecido pela passagem por Rainbow e Black Sabbath e pela carreira solo, Dio tinha menos de 1,63 m e pesava entre 55 e 65 kg. Mesmo após o acidente, continuou fazendo nos shows o gesto de chifres associado à sua imagem a partir de 2003.
A situação ainda ganhou uma ironia ligada à trajetória do cantor: Dio havia sido vocalista de uma banda chamada Elf. O acidente, portanto, terminou sem impedir que ele preservasse o movimento que fazia diante dos fãs.








