A passagem de Glenn Hughes pelo Black Sabbath terminou depois de tentativas de ajudá-lo a lidar com o uso de drogas, segundo Tony Iommi. O guitarrista afirmou que chegou a marcar uma reabilitação para o vocalista, mas ele fugiu do local.
Em uma conversa com Paul Elliott, Iommi também disse que Hughes era mais viciado que Ozzy. O músico contou que a equipe expulsava traficantes que procuravam o cantor e que chegou a contratar um guarda-costas para acompanhá-lo. Mesmo assim, a estratégia não funcionou.
O episódio no Black Sabbath
Hughes ocupou os vocais durante o período de “Seventh Star”, lançado em 1986. O disco havia sido concebido como um trabalho solo de Iommi, mas a gravadora exigiu que o nome Black Sabbath fosse usado. Por isso, a capa apareceu com a inscrição “Black Sabbath Apresenta Tony Iommi”.
A formação também incluía Eric Singer, que mais tarde faria parte do Kiss. Hughes havia integrado o Deep Purple antes de assumir os vocais do projeto.
Em 2011, Iommi afirmou que a saída do amigo ocorreu por causa do consumo recorrente de cocaína em diferentes momentos da rotina da banda. “Ele estava cheirando muita cocaína”, disse o guitarrista ao relembrar o período.
A declaração também veio acompanhada de uma autocrítica. Iommi contou que já havia interrompido o uso naquela época, embora admitisse ainda consumir ocasionalmente. Por isso, reconheceu que se sentia hipócrita ao cobrar Hughes enquanto também se afastava para usar a droga.
Apesar do episódio, os dois voltaram a trabalhar juntos anos depois. Glenn Hughes e Tony Iommi entraram novamente em estúdio para gravar “Eighth Star”, lançado oficialmente em 2004 com o título “The 1996 DEP Sessions”.








