Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Nova Veneza reúne memória dos imigrantes, gôndola veneziana e sabores do Vêneto

Entre casas de pedra, festas e receitas de família, a cidade catarinense mantém referências da imigração italiana no cotidiano.

Nova Veneza preserva em poucos quilômetros uma coleção de referências ligadas à imigração italiana: uma gôndola original de Veneza, casas construídas por colonos, um dialeto vêneto e uma cozinha baseada em massas, polenta, galeto e vinhos artesanais. A cidade fica no sul de Santa Catarina e recebeu o título de Capital Nacional da Gastronomia Típica Italiana pela Lei nº 13.678, sancionada em 2018.

A embarcação que virou cartão-postal

A gôndola Lucille chegou ao município como presente diplomático. Antes de ser doada, circulou pelos canais de Veneza. A embarcação foi levada ao Brasil em 2006, primeiro em um contêiner de navio até o porto de Itajaí e depois por caminhão até Nova Veneza.

Produzida de forma artesanal, a gôndola hoje fica em um espelho d’água no centro da cidade. O local é usado para fotos e contemplação e representa a ligação do município com a região italiana que deu origem ao seu nome. Nova Veneza está entre as poucas cidades do mundo que receberam uma gôndola oficial de Veneza, ao lado de Toronto e São Petersburgo.

Pedras, barro e lembranças da colonização

As Casas de Pedra da Família Bratti ajudam a contar a chegada dos imigrantes ao sul catarinense. O conjunto começou a ser erguido em 1891 por Luigi Bratti, com pedras de basalto retiradas do terreno e barro. A técnica de construção foi trazida da Itália.

Com 13.664 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Nova Veneza mantém esse patrimônio associado aos pioneiros do Vêneto. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) informa que as casas são tombadas e fazem parte dos Roteiros Nacionais de Imigração. Para o instituto, trata-se de um conjunto excepcional, praticamente único na América Latina por ter sido construído inteiramente com pedra e barro por colonos italianos.

Gastronomia e celebrações

O título federal reconhece uma tradição que aparece nas receitas e nos costumes familiares. O Portal Municipal de Turismo de Nova Veneza informa que a cidade tem mais de vinte restaurantes com massas, polenta, galetos, vinhos artesanais, cafés e gelatos.

A Festa da Gastronomia Típica Italiana, realizada em junho, inclui o Carnevale di Venezia. A programação reúne máscaras, trajes coloridos e marchinhas cantadas em italiano. O evento é considerado o maior desse gênero fora da Itália.

A mesa local também inclui massas artesanais, queijos e vinhos coloniais produzidos na própria cidade. Cafés e cantinas rústicas completam o roteiro, com produtos de cooperativas de agricultura familiar da região.

Caminhada pelo centro e arredores

Muitas atrações ficam próximas da praça central, o que favorece um passeio a pé. Além da Gôndola Lucille e das Casas de Pedra da Família Bratti, o visitante pode conhecer a Igreja Matriz São Marcos, templo de 1912 com sinos e relógio importados de Turim, além de uma escultura em bronze do Leão de São Marcos doada pelo Vêneto.

O Museu do Imigrante reúne informações sobre as cerca de 400 famílias que fundaram a Colônia Nuova Venezia em 1891. Já o Aguaí Santuário Ecológico oferece trilhas e cachoeiras em uma reserva particular na Mata Atlântica, a poucos quilômetros do centro.

Nova Veneza fica a cerca de 18 km de Criciúma e a aproximadamente 220 km de Florianópolis. De carro, o trajeto desde a capital leva cerca de três horas. O clima é subtropical, com quatro estações definidas e chuvas distribuídas ao longo do ano; o verão é quente e úmido, enquanto o inverno tem temperaturas mais baixas.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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