O WhatsApp anunciou novos controles para que responsáveis acompanhem a participação de adolescentes em grupos. Com a adesão opcional, os pais poderão ser avisados quando o filho entrar ou sair de um grupo e quando houver um crescimento significativo no número de participantes.
As ferramentas também permitem definir quem pode ver a foto de perfil do adolescente e quem tem autorização para adicioná-lo a grupos. Caso o jovem queira tornar essas configurações menos restritivas, será necessária a aprovação de um responsável por meio de um PIN, senha numérica criada durante a ativação dos controles.
Os responsáveis ainda poderão limitar os canais usados pelo adolescente e escolher quais atualizações de status ele vê. Também poderão definir quem tem acesso aos status publicados pelo jovem.
Na Meta AI, assistente de inteligência artificial da empresa, haverá duas possibilidades: a configuração padrão para maiores de 13 anos e a opção “Conteúdo limitado”. O WhatsApp não informou quais respostas seriam bloqueadas nesse modo mais restritivo.
A configuração pode ser feita em conjunto por pais e adolescentes. Depois, os responsáveis poderão modificar as escolhas ou desativar os controles. Os alertas sobre grupos não permitem consultar as conversas: mensagens pessoais e ligações continuam protegidas por criptografia de ponta a ponta, afirma o WhatsApp.
Diferença para contas de menores de 13 anos
As novas funções não são as mesmas contas gerenciadas para menores de 13 anos, anunciadas em março. Nesse modelo, os responsáveis podem decidir quem entra em contato com a conta e de quais grupos ela participa. Para adolescentes, os recursos incluem ainda alertas sobre grupos e opções relacionadas à Meta AI.
As medidas chegam durante a implementação do ECA Digital, em vigor desde 17 de março. A lei determina que serviços digitais acessíveis a crianças e adolescentes ofereçam supervisão parental e ações para prevenir riscos. Também prevê configurações padrão com proteção elevada, de modo que a existência de controles opcionais, sozinha, não comprova o cumprimento de todas as exigências.
No primeiro relatório de transparência exigido pelo ECA Digital, o WhatsApp informou ter banido 61.115 contas brasileiras no primeiro semestre por infrações ligadas à exploração sexual infantil. O número representa ações de moderação da plataforma e não indica quantas crianças foram atingidas.







