Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Recife apresenta esculturas de Degas em diálogo com fotografias de Sofia Borges

Mostra no Instituto Ricardo Brennand reúne 40 esculturas do artista francês e fotografias produzidas especialmente para a exposição.

Recife apresenta esculturas de Degas em diálogo com fotografias de Sofia Borges

O Instituto Ricardo Brennand abre nesta quinta-feira (24) a exposição Degas/Borges, que apresenta ao público pernambucano um conjunto de obras originais de Edgar Degas (1834-1917). A mostra reúne 40 esculturas do artista francês e fotografias produzidas especialmente pela artista visual e curadora Sofia Borges.

A exposição é realizada em parceria inédita com o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). A proposta é aproximar a produção de Degas da pesquisa contemporânea de Borges sobre a natureza da imagem. A curadoria é de Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, do Masp, e a apresentação local fica sob responsabilidade de Beth da Matta.

Corpo e movimento

Nome central do Impressionismo e da arte francesa do século XIX, Degas dedicou parte importante de sua produção ao corpo e ao movimento. As bailarinas aparecem com frequência em seu trabalho, observadas em posições, gestos e perspectivas variadas, em pinturas, desenhos e esculturas.

O conjunto exibido no Recife pertence ao acervo do Masp. As peças foram adquiridas na década de 1950 por Pietro Maria Bardi, diretor fundador do museu. Segundo Adriano Pedrosa, diretor artístico da instituição, apenas três museus no mundo têm coleções de esculturas de Degas em dimensão semelhante: o Glyptotek, em Copenhague; o Metropolitan Museum of Art, em Nova York; e o Musée d'Orsay, em Paris.

Entre as obras estão esculturas que mostram bailarinas em momentos distintos, como uma reverência, o ajuste da sapatilha e o conserto da roupa, além de A tina. Outro destaque é Bailarina de catorze anos, criada em 1880 e considerada um marco da história da escultura.

A peça representa Marie van Goethem, adolescente que estudava balé na Ópera de Paris. Filha de uma lavadeira e de um alfaiate em dificuldades financeiras, ela entrou no balé da Ópera aos 13 anos, mas acabou afastada da instituição. A trajetória da jovem integra a leitura da exposição e amplia a compreensão sobre uma escultura frequentemente associada à delicadeza e à beleza da figura representada.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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