Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Documentário “NAZA” revela depoimentos de militares israelenses sobre operações em Gaza

Filme exibido em Veneza reúne relatos anônimos sobre sistemas de inteligência artificial usados para identificar alvos de bombardeios.

Documentário “NAZA” revela depoimentos de militares israelenses sobre operações em Gaza

O documentário “NAZA” foi apresentado nesta quinta-feira (10) em Veneza com depoimentos anônimos de membros das forças israelenses sobre operações militares em Gaza. Os relatos descrevem o uso de sistemas de inteligência artificial para identificar pessoas que depois eram alvo de bombardeios.

Os jornalistas israelenses Yuval Abraham e Rachel Szor entrevistaram 24 integrantes do exército e dos serviços de inteligência de Israel. Os depoimentos foram gravados em Tel Aviv, durante a noite, e fazem parte de uma investigação que levou anos para estabelecer uma relação de confiança com os entrevistados.

“Deixamos que os soldados e os oficiais falassem sobre o que fizeram”, disse Abraham. A dupla também dirigiu “Sem Chão”, documentário lançado em 2024 que ganhou o Oscar de melhor documentário ao lado dos palestinos Basel Adra e Hamdan Ballal.

Sistemas de vigilância e bombardeio

No filme, os entrevistados explicam como sistemas conectados à rede de telecomunicações de Gaza, controlada por Israel, eram usados para localizar pessoas. Segundo Rachel Szor, um programa espião também podia abrir telefones dentro de prédios e permitir que os operadores escutassem os últimos momentos de crianças, mulheres e homens que seriam bombardeados.

Os testemunhos afirmam que cada alvo poderia estar associado à morte de várias vítimas colaterais, chegando a centenas no mesmo ataque. O título “NAZA” remete a um eufemismo usado pelos serviços de inteligência israelenses para indicar o número de civis que provavelmente morreriam em um bombardeio.

A guerra em Gaza matou mais de 73.500 palestinos e deixou 174.500 feridos desde outubro de 2023, segundo o Ministério da Saúde do enclave, dirigido pelo Hamas. A organização também informou que o conflito começou depois do ataque de 7 de outubro contra Israel, que matou mais de 1.200 pessoas, em sua maioria civis, conforme um balanço citado no filme.

“NAZA” é o único documentário em competição pelo Leão de Ouro. Abraham e Szor esperam que a produção contribua para o abandono do apoio diplomático e militar ocidental a Israel e para a imposição de sanções. No ano passado, “A voz de Hind Rajab”, sobre uma criança palestina assassinada pelas forças israelenses enquanto fugia da Cidade de Gaza, comoveu o festival.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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