SÃO RAIMUNDO NONATO — Fósseis, ferramentas, fogueiras e urnas funerárias fazem do Parque Nacional da Serra da Capivara um dos principais locais de estudo sobre a presença humana no continente americano. Em São Raimundo Nonato, no Piauí, pesquisas arqueológicas indicam que grupos humanos estavam na região há mais de 50 mil anos.
A descoberta contrariou teorias antigas que situavam a chegada dos primeiros habitantes das Américas em um período mais recente. O trabalho da equipe da arqueóloga Niède Guidon contribuiu para transformar a área em um centro mundial de estudos.
Marcas deixadas nas rochas
Milhares de pinturas ocupam paredões e desfiladeiros do parque. As imagens registram cenas de caça, danças, partos e festas, além de animais gigantes que já desapareceram.
As trilhas também passam por vestígios do cotidiano e de práticas funerárias. Entre os achados estão ferramentas de pedra usadas no corte de carne e no preparo de alimentos, fogueiras estruturadas com carvão preservado e urnas funerárias com esqueletos e objetos associados a rituais antigos.
Caminhos pela caatinga
Os visitantes podem escolher roteiros mais leves ou caminhadas longas para chegar às formações rochosas. A época seca, entre maio e outubro, costuma facilitar o percurso, já que chove pouco e os caminhos ficam mais fáceis de andar.
Como o sol é intenso no sertão, a recomendação apresentada para as caminhadas é começar por volta das 6h da manhã. No período chuvoso, a caatinga fica mais verde, mas as estradas de terra podem escorregar. Nessa época, é preciso atenção redobrada dos Guias e, nas estradas, um carro mais alto.
Estrutura para a visita
São Raimundo Nonato tem aeroporto e pousadas para receber visitantes. Fora do parque, o Museu da Natureza reúne fósseis de preguiças-gigantes e tigres-dentes-de-sabre.
A entrada nas áreas de preservação exige a contratação de um condutor credenciado. O planejamento antecipado do trajeto ajuda a organizar o passeio pelos desfiladeiros e pelas trilhas da região.







