Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Da sala de aula às redações: a trajetória profissional de Zuenir Ventura

Mineiro de Além Paraíba, Zuenir Ventura passou pelo ensino, por diferentes jornais e revistas e chegou à Academia Brasileira de Letras.

Da sala de aula às redações: a trajetória profissional de Zuenir Ventura

Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira, aos 95 anos, depois de uma trajetória que combinou jornalismo, docência e diferentes funções em redações. O mineiro de Além Paraíba ocupava a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL).

A entrada definitiva no jornalismo aconteceu em 1960, quando ele trabalhava no arquivo da Tribuna da Imprensa e era incentivado por Hélcio Martins a tentar uma vaga na redação. A oportunidade surgiu quando Carlos Lacerda procurava alguém para escrever sobre Albert Camus, escritor e filósofo franco-argelino que havia morrido em um desastre. Zuenir se candidatou por ter no autor uma de suas paixões jornalísticas.

“Tudo na minha vida aconteceu por acaso”, disse em depoimento ao site Memória Globo em 2011. Ele contou que também havia se tornado professor por acaso, enquanto defendia seu dinheiro.

Trabalho, estudo e mudança para o Rio

Nascido em Além Paraíba (MG), Zuenir Carlos Ventura era filho do pintor de parede José Ventura e da dona de casa Herina de Araújo. Aos 11 anos, mudou-se com a família para Nova Friburgo (RJ). Na adolescência, ajudava o pai nas pinturas, fazia serviços de office-boy e jogava basquete, mantendo os estudos por exigência da mãe.

Mais tarde, recebeu uma bolsa em um colégio e passou a dar aulas para crianças do então primário, hoje ensino fundamental. Aos 20 anos, foi para o Rio de Janeiro estudar Letras Neolatinas na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A carreira no ensino continuou por décadas, com aulas na Escola de Comunicação da UFRJ e na Escola Superior de Desenho Industrial. No jornalismo, foi editor internacional do Correio da Manhã, diretor de redação da revista Fatos & Fotos, chefe de reportagem de O Cruzeiro e editor-chefe da sucursal Rio da revista Visão.

Em 1967, participou da criação do jornal alternativo O Sol. Também trabalhou em Veja, Istoé, Jornal do Brasil e O GLOBO, onde foi colunista. Começou a assinar a coluna no jornal na edição de 30 de janeiro de 1999. Na estreia, escreveu sobre as incertezas provocadas por uma mudança de emprego: “Mudança dá sempre um friozinho no estômago”.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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