Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Regis Tadeu destaca Plebe Rude, Inocentes e Nau como bandas subestimadas

Crítico atribui falta de reconhecimento ao jabá dos anos 1980 e relembra discos, obstáculos e trajetórias dos grupos.

Regis Tadeu destaca Plebe Rude, Inocentes e Nau como bandas subestimadas

Regis Tadeu apontou Plebe Rude, Inocentes e Nau entre as bandas brasileiras que, na avaliação dele, mereciam ter alcançado públicos maiores. Em uma live no próprio canal, o crítico afirmou que os grupos faziam música acessível e esbarraram no cenário dos anos 1980, marcado pelo jabá e pelo controle das rádios.

O caso da Plebe Rude aparece como um dos mais curiosos. A música "Até Quando Esperar" ganhou um riff conhecido e se tornou popular, mas, para Regis, o grupo não conseguiu transformar o alcance da faixa em uma trajetória igualmente ampla. Ele observa que muitas pessoas cantam a música sem saber a qual banda ela pertence.

A banda também teria contribuído para esse resultado. Ao citar o livro escrito por Philippe Seabra, guitarrista e vocalista da Plebe Rude, o crítico lembrou que o disco seguinte não trouxe uma canção com apelo radiofônico. O mini LP de estreia, "O Concreto Já Rachou", produzido por Herbert Vianna, passou de 200 mil cópias e ganhou reedição em vinil pelos 40 anos. Nenhum lançamento posterior repetiu esse desempenho, segundo a avaliação apresentada por Regis.

O disco perdido do Nau

O caso que mais incomoda o crítico, porém, é o do Nau. Regis descreveu o quarteto paulistano como uma banda fantástica, formada, entre outros, pela vocalista Vange Leonel e pelo guitarrista Zique. Ele também contou ter assistido a uma apresentação do grupo no Guarujá com o baterista Kuki Stolarski.

O segundo álbum, de rock pesado, foi apresentado à gravadora e descartado. Gravado em 1988 no Big Bang Studio, o material só foi lançado em 2018, como "O Álbum Perdido do Nau", pela Deck. A publicação ocorreu quatro anos depois da morte de Vange Leonel.

A estreia do Nau ainda coincidiu com o descongelamento de preços após o Plano Cruzado, quando os discos ficaram mais caros. Em entrevista reproduzida pelo blog Sete Doses de Cachaça, Vange afirmou que o álbum vendeu cerca de 15 mil cópias e que nenhuma outra companhia quis investir em rock pesado.

Na mesma discussão, Regis reconheceu a força de público de Los Hermanos, embora dissesse não gostar do grupo, e também criticou a obra de Zeca Baleiro. Ele afirmou que Marcelo Camelo recusou uma oferta para o retorno do Los Hermanos aos estádios. No Just a Fest, a venda de ingressos só avançou após a confirmação da banda, que voltou a tocar em 22 de março de 2009, na Chácara do Jockey, diante de cerca de 30 mil pessoas.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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