Paul Stanley coloca “Unmasked” e “Music From The Elder” no fim de sua avaliação sobre a discografia do Kiss. Para o vocalista, os dois discos representam escolhas que afastaram a banda do caminho que deveria seguir — especialmente no caso do álbum conceitual lançado em meio a uma disputa interna.
Em sua avaliação, “Unmasked” não tinha força suficiente. Já “Music From The Elder” nasceu de uma tentativa de buscar a aprovação dos críticos, enquanto os fãs ficaram em segundo plano. Stanley resumiu a visão sobre os trabalhos: “Unmasked” era “morna e não tinha culhões”.
Um disco feito durante o racha
A gravação de “Music From The Elder” aconteceu quando os integrantes divergiam sobre o futuro do Kiss. Paul Stanley e Gene Simmons defendiam um álbum conceitual com elementos de rock progressivo. Ace Frehley e Eric Carr preferiam que o grupo retomasse o rock pesado, que começava a ser chamado de heavy metal.
O disco acabou sendo apontado por muitos como o pior da banda e também marcou o pior resultado comercial do Kiss. Anos depois, Paul Stanley reconheceu que Ace Frehley tinha razão ao defender outro rumo para o grupo: “Nós precisávamos fazer um disco de rock, e ele dizia isso o tempo todo.”
A formação original já enfrentava mudanças naquele período. Peter Criss havia saído em 1980, e Ace Frehley deixaria o Kiss em 1982. O processo ocorreu durante uma fase de desgaste interno, com decisões musicais que contribuíram para a ruptura do grupo original.
Apesar da avaliação negativa, “Music From The Elder” não é apresentado por Stanley como um álbum sem nenhum interesse. Entre as faixas que ainda podem ser ouvidas estão “I”, “The Oath” e “Escape From The Island”, geralmente associadas ao lado B do disco.







