Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Aerosmith transformou a composição em estratégia para recuperar a carreira

Com produtores e compositores contratados, a banda encontrou em Permanent Vacation o caminho para voltar ao topo das paradas.

Aerosmith transformou a composição em estratégia para recuperar a carreira
Foto: Reprodução - VEVO

O Aerosmith vendeu mais de 5 milhões de cópias de Permanent Vacation só nos Estados Unidos. O álbum chegou à 11ª posição da Billboard 200 e marcou o maior sucesso comercial do grupo até então. A recuperação, porém, envolveu uma mudança decisiva: pela primeira vez, a banda dividiu créditos de composição com profissionais de fora.

A estratégia foi conduzida por John Kalodner, executivo da Geffen. Depois que Walk This Way, regravada com o Run-DMC em 1986, levou o Aerosmith de volta à MTV e ao rádio, a gravadora investiu na retomada. Kalodner chamou Bruce Fairbairn, produtor ligado ao sucesso de Slippery When Wet, do Bon Jovi, e levou ao estúdio Desmond Child, Jim Vallance e Holly Knight.

O trio participou da criação de faixas que se tornaram centrais em Permanent Vacation. Child trabalhou em Dude (Looks Like a Lady) e Angel. Vallance e Holly Knight dividiram com a banda os créditos de Rag Doll.

Uma recuperação construída fora do grupo

A formação original havia se reunido novamente em 1984, mas Done with Mirrors, lançado em 1985, vendeu abaixo do esperado. Antes disso, o grupo enfrentara uma sequência de saídas e dificuldades financeiras.

Joe Perry deixou o Aerosmith em julho de 1979, após uma briga nos bastidores depois de um show, durante o período de gravação de Night in the Ruts. Em 1980, sem banda e sem dinheiro, vendeu sua Gibson Les Paul de 1959 para conseguir passar o Natal. Brad Whitford saiu em 1981 e relatou ter vendido guitarras e a própria casa para pagar pensão e hipoteca.

Sem os dois guitarristas, o Aerosmith gravou Rock in a Hard Place, em 1982. O disco não vendeu, enquanto Joey Kramer dizia estar sem dinheiro sobrando. A reunião da formação original não resolveu imediatamente a situação, e o grupo precisou recorrer a uma estrutura profissional para reconstruir sua presença no mercado.

A colaboração gerou atritos. Rag Doll se chamava originalmente Rag Time, mas Kalodner considerou que o título não alcançaria o público jovem pretendido pela gravadora. Depois de tentativas de Tyler e Vallance, Holly Knight foi chamada para fazer o ajuste. Ela trocou Time por Doll e recebeu crédito pela composição. Tyler afirmou mais tarde, na autobiografia da banda, que ficou irritado, mas o grupo decidiu manter a divisão.

A fórmula continuou

Dois anos depois, Pump repetiu a combinação de produtor e compositores contratados e vendeu ainda mais. The Other Side, escrita com Vallance, foi considerada parecida com Standing in the Shadows of Love, dos Four Tops. Para evitar um processo por plágio, Holland-Dozier-Holland, autores da música original, também passaram a dividir o crédito.

Tyler e Perry continuaram responsáveis por parte das letras e melodias, além de comandarem os shows. Ainda assim, a trajetória mostrou que a volta do Aerosmith não dependeu apenas da sobriedade ou do retorno dos integrantes: a composição de hits passou a ser tratada como um trabalho especializado, contratado como a produção e a mixagem.

Anos depois, Perry tentou recomprar as guitarras vendidas durante a crise. A Les Paul de 1959 havia passado por outras mãos até chegar a Slash, do Guns N' Roses. Fã do Aerosmith, ele devolveu o instrumento a Perry como presente de aniversário de 50 anos.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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