Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Caçapava do Sul reúne rochas antigas e geoparque reconhecido pela UNESCO

Território gaúcho preserva formações de até 600 milhões de anos e conecta geologia, biodiversidade, cultura e turismo.

Caçapava do Sul reúne rochas antigas e geoparque reconhecido pela UNESCO

Caçapava do Sul, no centro-sul do Rio Grande do Sul, tem sua paisagem marcada por campos, serras e paredões rochosos. Com 33.501 habitantes estimados em 2025, o município abriga o Geoparque Mundial Caçapava, reconhecido pela UNESCO em 2023.

O território ocupa aproximadamente 3.047 km² e está inteiramente dentro dos limites da cidade. A área reúne patrimônio geológico, biodiversidade e cultura, com registros da história da Terra entre cerca de 600 e 500 milhões de anos.

Uma paisagem formada ao longo de milhões de anos

As principais formações estão relacionadas aos depósitos vulcano-sedimentares da Bacia do Camaquã. De acordo com a UNESCO, as rochas preservam uma sequência bem exposta da transição entre os períodos Ediacarano e Cambriano, intervalo de aproximadamente 100 milhões de anos.

A exposição permite observar processos geológicos que, em outros locais, podem estar soterrados, alterados ou serem mais difíceis de acessar. Por isso, Caçapava do Sul é usada por universidades e grupos de pesquisa em estudos de geomorfologia e intemperismo cavernoso.

Entre os geossítios de importância internacional estão Guaritas, Serra do Segredo e Minas do Camaquã. Nas Guaritas, arenitos, conglomerados e siltitos formam cerros íngremes, com aparência de muralhas e ruínas naturais. O geossítio ocupa cerca de 30 km² e fica aproximadamente 50 km da zona urbana.

Geologia, biodiversidade e vida local

A região das Guaritas também mantém pecuária familiar, campos nativos e espécies adaptadas ao Pampa. Essa combinação mostra como o geoparque relaciona as rochas aos ecossistemas e aos modos de vida do território.

A chancela da UNESCO não se limita ao turismo. O conceito de geoparque envolve educação, conservação, pesquisa e desenvolvimento local. Pecuaristas familiares, comunidades quilombolas e indígenas, produtores rurais, empreendimentos turísticos e instituições de ensino participam de iniciativas ligadas à valorização do patrimônio.

O território favorece atividades como trilhas, escalada, observação da paisagem e geoturismo, além de produtos inspirados na identidade local. A história do município também inclui mineração e importância militar.

Para uma cidade de 33.501 habitantes estimados em 2025, o reconhecimento internacional amplia as possibilidades de integrar ciência, educação, turismo e pequenos negócios. A chancela, porém, depende de gestão contínua, conservação e participação local para contribuir com a preservação do território.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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